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segunda-feira, 27 de julho de 2009

" MARILYN MANSON "


Excêntrico? Atormentado? Marketeiro? O Anti-Cristo em pessoa? Muitos são os adjetivos que classificam Marilyn Manson, porém todos concordam em um ponto: Ele sabe como impressionar e causar polêmica.

Brian Hugh Warner (seu verdadeiro nome), nasceu em Ohio, no dia 5 de Janeiro de 1969. Teve uma formação católica, tradicional e sua infância foi muito perturbada. Estudou Jornalismo e começou a trabalhar na revista 25th Parallel, onde entrevistava bandas.

Nessa época, já havia adotado a alcunha de Marilyn Mason (junção dos nomes da sex-symbol Marilyn Monroe com o do serial killer, Charles Manson) e era muito influenciado por grupos como Kiss, Black Sabbath, Alice Cooper, AC/DC. Numa de suas reportagens, conheceu Trent Reznor do Nine Inch Nails e este o convidaria mais tarde para abrirem um show dele. O Marilyn Manson and the Spooky Kids tinha a seguinte formação: Brian Tutunick (Olivia Newton-Bundy) no baixo, Perry (Zsa Zsa Speck) no teclado, Scott Putesky (Daisy Berkowitz) na guitarra e uma bateria eletrônica.

Começaram a se apresentar em pequenos lugares, já mostrando a que tinham vindo: além das roupas e maquiagens bizarras, usavam garotas nuas banhadas em sangue e crucifixos invertidos para "decorar" o palco.

O baterista Freddy Streithurst (Sara Lee Lucas) se junta aos Spooky Kids e eles assinam com a Nothing Records, selo de propriedade de Reznor. O álbum de estréia "Portrait of an American Family", veio em 1994 e logo saíram em uma excursão junto ao Nine Inch Nails.

De volta pra casa, o batera Sara Lee Lucas deixa o grupo e Kenny Wilson (Ginger Fish) assume as baquetas. Era hora do segundo álbum. Eis que no ano seguinte é lançado "Smells Like Children". Um cover do Eurythmics, a faixa "Sweet Dreams", tornou a banda bastante conhecida na cena musical (inclusive com clip na MTV).

Mas foi só no terceiro álbum que Marilyn Manson se consagrou no mundo todo. Ainda durante as gravações, Daisy foi substituído por Zim Zum e, em 1996, "Antichrist Superstar" entra nas primeiras posições das paradas.

Os shows eram cada vez mais requisitados e cada vez mais insanos. O Reverendo Marilyn Manson, como já era conhecido, rasgava Bíblias no palco, limpava-se com a bandeira americana, cortava o próprio corpo com lâminas e ainda fazia questão de destruir por completo todos os camarins. Muitos prefeitos tentavam proibir os shows de Manson em suas cidades, o que só servia para aumentar a fama do vocalista.

A faixa "The Beautiful People" foi executada incessantemente e ganhou um clip tão bem produzido quanto bizarro. O próximo passo foi a publicação de um livro de memórias, intitulado "The Long Hard Road out of Hell", que foi muito bem sucedido.

Já em 1998, o guitarrista, John Lowery entra no lugar de Zim Zum e o quarto álbum, "Mechanical Animals", chega ao mercado. Manson surpreende a todos com um novo visual, meio andrógeno e mais colorido que o anterior. O disco foi bem recebido e o destaque desta vez foi "The Dope Show".

A banda, que já havia participado da trilha sonora do filme "Spawn" em 1997, repetia a dose em "Matrix" e "Detroit Rock City", dois anos depois e em "The Blair Witch" em 2000. No mesmo ano, é lançado "Holy Wood (In the Shadow of the Valley of Death)", o novo álbum de estúdio que não causou grande impacto, mas agradou os fãs.

Após um tempo sumido da mídia, Manson volta com força total em 2003 com "The Golden Age of Grotesque". Pesado e agressivo, o álbum mistura elementos de "Antichrist Superstar" em faixas como "Doll-Dagga Buzz-Buzz Ziggety-Zag " e "Slutgarden", e de "Mechanical Animals" como em "Spade" e "Para-Noir". O destaque ficou para o criativo vídeo de "mOBSCENE" e para o 'cover' "Tainted Love", do Soft Cell, que ganhou uma cara totalmente nova.

O resultado final é um grande disco capaz de causar bastante repercussão pela música em si e não só pelas extravagâncias do Reverendo.

" ALICE IN CHAINS "


Ao lado de nomes como Nirvana, Soundgarden e Pearl Jam, o Alice In Chains sempre foi lembrado como um dos principais representantes do movimento Grunge, nascido no início da década de 90 em Seattle.

Tudo começou em 1987, quando o vocalista Layne Staley convidou o guitarrista Jerry Cantrell para entrar em sua banda, o Alice N’ Chains. Jerry aceitou o convite, mas mudou o nome para Alice In Chains e ainda trouxe junto com ele o baixista Mike Starr e o baterista Sean Kinney.

Nos dois anos seguintes, apresentaram-se apenas em bares e pequenos clubes da cidade, até que, em 1989, assinam com a Comubia. Os primeiros lançamentos foram o EP “We Die Young”, com apenas 3 músicas, seguido do álbum completo “Facelift” , em 1990.

Esse disco foi um verdadeiro fenômeno de vendas e a faixa “Man in the Box” tornou-se um dos grandes hits da época, abrindo todas as portas para o Alice In Chains. O segundo single “SAP”, de 1991, trouxe participações especiais de Chris Cornell, do Soundgarden e de Mark Arm do Mudhoney. Porém, o próximo trabalho completo só sairia no ano seguinte sob o título de “Dirt”.

Para a divulgação desse álbum, saíram em turnê com Ozzy Osbourne além de passarem pelo Brasil no festival Hollywood Rock. De volta pra casa, Mike Inez que até então tocava com o “Madman”, substitui Starr nas quatro cordas. Já com baixista novo, participam da trilha sonora do filme “Last Action Hero” com a faixa “What the Hell Have I” e gravam mais um EP chamado “Jar of the Flies”, que chegou ao 1º lugar da Billboard.

O terceiro álbum da banda “Alice in Chains”, saiu em 1995 e os destaques foram os vídeos das faixas “Grind”, “Heaven Beside You” e “Again”. Apesar de atingirem novamente o topo da parada americana, não quiseram agendar grandes turnês.

Em 1996, gravam o famoso “Unplugged” na MTV, com as músicas mais conhecidas da carreira, em formato acústico. Mas nem tudo ia bem com a banda. Os problemas do vocalista Layne Staley com as drogas e os desentendimentos entre eles ficavam cada vez mais fortes.

O guitarrista Jerry Cantrell então começa a se dedicar a outros projetos como a gravação de álbuns solo e o Alice in Chains não lança mais nenhum material inédito. Alguns anos após o “Unplugged”, saiu a coletânea “Nothing Safe: The Best of the Box”, de 1999, traz uma mistura de versões ao vivo, acústicas e demo, além da inédita “Get Born Again”.
Ainda no mesmo ano, chega “Musik Bank”, uma edição especial de 4 CD’s sendo que o último é multimídia, com faixas interativas, vídeos, etc.

Em 2000 foi a vez de “Live”, um disco ao vivo com as clássicas “Man in the Box”, “Angry Chair”, “Dirt”, entre outras, chegar às lojas. A gravadora ainda lança gravações da banda, como o "Greatest Hits", no ano seguinte, mas os fãs perdem as esperanças de ouvir algum material inédito do Alice in Chains quando o vocalista Layne Staley foi encontrado morto em sua casa, no dia 19 de Abril de 2002.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

" AUDIOSLAVE "


Para se entender a história da formação do Audioslave, é preciso falar de duas bandas de peso no cenário do rock: Rage Against The Machine e Soungarden. Zack de la Rocha, o vocalista do Rage Against the Machine deixou a banda em outubro de 2000 para seguir carreira solo, ao passo que os três integrantes remanescentes partiam para a busca de um novo vocalista. O futuro do Rage Against the Machine era incerto quando Tom Morello (guitarra), Tim Commerford (baixo) e Brad Wilk (bateria) receberam o vocalista Chris Cornell (ex-Soundgarden) para um ensaio.

Cornell vinha de uma bem sucedida carreira no Soundgarden nos anos 90 e já havia lançado um álbum solo, “Euphoria Morning”, em 1999. O entrosamentoentre os ex-Rage Against the Machine e o ex-Soundgarden superou as expectativas de todos. Os músicos tinham contratos em vigor com duas grandes gravadoras, mas um acordo raro na indústria fonográfica, permitiu aos músicos seguir com seu projeto.

Em março de 2002, a nova banda anunciou sua participação no Ozzfest, o maior festival itinerante de rock dos EUA, promovido pelo veterano Ozzy Osbourne. No entanto, com tudo definido, datas e horários dos shows, Chris Cornell anuncia sua saída da banda. Mas a gravadora Epic continuou anunciando que o disco seria lançado e em pouco tempo Cornell estava de volta, para ficar. No início o projeto foi batizado Civilian, no entanto já existia uma banda com esse nome e foi preciso procurar outro. Chris Cornell sugeriu Audioslave e todos concordaram. Também já existia um Audioslave. Desta vez um acordo financeiro permitiu que o novo grupo passasse definitivamente a se chamar Audioslave.

O álbum de estréia, “Audioslave”, chegou às lojas em novembro de 2002 e vem fazendo sucesso desde então, ganhando disco de ouro pela venda de 500 mil cópias. A estréia do grupo nos palcos foi no famoso programa norte-americano Late Show with David Letterman. A banda passou boa parte de 2003 excursionando para divulgar o álbum e preparando novo trabalho.

Depois do lançamento do disco debut a banda mostrou que continuava firme e forte no cenário musical e colocou nas lojas o álbum “Out Of Exile”, segundo da carreira. O material mais uma vez contou com a produção de Rick Rubin, que trabalhou ao lado do grupo no disco de estréia, e tem como principais destaques faixas como “The Curse”, “Doesn't Remind Me” e “Your Time Has Come”.

Com dois discos lançados no mercado, o Audioslave apresentou ao público o primeiro DVD da carreira, em 2005. Batizado de “Audioslave in Cuba” o material é fruto de um registro de uma apresentação da banda na praça do Anti-Imperialismo, em Havana e traz, além de faixas ao vivo, um documentário sobre a passagem do grupo pelo país.

" ANGRA "


O Angra foi uma das pouquíssimas bandas brasileiras que conseguiu um maior respaldo junto ao resto do mundo. O grupo é respeitadíssimo em toda Europa e Ásia, tendo alcançado status de rock star em alguns países como Japão e França.

Misturando a agressividade do Heavy Metal com elementos clássicos e da música brasileira, o som do Angra (nome que significa “Deusa do Fogo”) impressiona, principalmente pela técnica e criatividade dos músicos.

O início de tudo foi quando o vocalista André Matos deixou o Viper e decidiu montar uma nova banda. No ano de 1992, após alguns contatos e mudanças na formação, a demo tape “Reaching Horizons” foi gravada com o seguinte line up: André Matos (vocal), Rafael Bittencourt (guitarra), Kiko Loureiro (guitarra), Luís Mariutti (baixo) e Marco Antunes (bateria).

Esse primeiro registro teve uma boa repercussão e no ano seguinte, viria o álbum de estréia. Intitulado “Angels Cry”, o primeiro álbum foi gravado no estúdio de Kai Hansen, na Alemanha, causando um grande impacto e ganhando disco de ouro no Japão. Haviam ainda participações de Sascha Paeth (Heavens Gate), Dirk Schlachter (Gamma Ray), além do próprio Hansen. O baterista Marco Antunes já havia sido substituído por Ricardo Confessori, ex-Korzus, mas foi o músico Alex Holzwarth quem gravou as partes de bateria.

O sucesso do Angra crescia cada vez mais e em 1994, além de tocarem no Monsters of Rock em São Paulo, “Angels Cry” foi lançado em toda a Europa. O tecladista Leck Filho foi chamado para reforçar o time nas apresentações ao vivo e o Angra iniciou uma turnê pelo Brasil e que ainda teve 11 datas em 5 países diferentes ao longo de 1995.

O segundo álbum, “Holy Land”, veio em 1996 e consolidou de vez o nome do Angra na cena metálica internacional. Além da velocidade e do peso do primeiro disco, “Holy Land” trazia fortes influências de música erudita, brasileira, indígena e percussões.

Uma nova turnê pela Europa foi agendada e no Brasil, chegaram a fazer shows com lotação máxima em São Paulo, para 9.000 pessoas em Santo André, abrindo para o AC/DC. No mesmo ano saiu o EP “Freedom Call”, que trazia, além de algumas faixas inéditas, regravações de músicas da demo “Reaching Horizons” e um cover do clássico “Painkiller” do Judas Priest, que saiu também pela Century Media, no segundo volume de um tributo dedicado aos ingleses. Nessa época, a banda ainda foi capa de praticamente todas as revistas dedicadas à música pesada do planeta e o clip da faixa “Make Believe” foi bastante executado.

Em 1997, continuaram a tunê indo ao Japão e voltando a Europa, onde tocaram em vários festivais. Para comemorarem a enorme e bem sucedida “Holy Tour”, lançam no mesmo ano o EP ao vivo “Holy Live”, gravado França.

Era hora do terceiro disco e “Fireworks” chega em 1998. Neste álbum, o Angra se mostra mais direto, praticando um Heavy Metal mais tradicional. A produção de Chris Tsangarides, que já trabalhou com grandes nomes do Metal, talvez tenha contribuído pra isso. O disco foi bem aceito pelos fãs mas não obteve tanto sucesso quanto os anteriores.

Alguns boatos de que André Matos deixaria o grupo começam a surgir. O grupo cumpre toda a agenda da turnê de “Fireworks” e após um período de silêncio, uma notícia pega todos de surpresa: Não apenas André, mas Luís Mariutti e Ricardo Confessori também deixavam o Angra.

Alegando diferenças de objetivos e na maneira de trabalhar, os 3 formaram com Hugo Mariutti (irmão de Luís) o Shaman. Os guitarristas Rafael Bittencourt e Kiko Loureiro que ficaram do lado dos empresários e da gravadora, tinham os direitos sobre o nome da banda e começam uma série de testes para acharem os substitutos. Ao fim de alguns meses, o novo line-up foi apresentado: ao lado dos dois guitarristas, agora estavam Edu Falaschi (vocais), Aquiles Priester (bateria) e Felipe Andreoli (baixo).

Os substitutos já possuem certo currículo musical: Edu gravou dois CDs com a banda Symbols, Aquiles é integrante da banda Hangar, participou das gravações de “Nomad”, disco solo do vocalista Paul Di’Anno (ex-Iron Maiden) e da turnê nacional que veio a seguir. Já Felipe Andreoli era integrante do Karma desde 1999, tendo gravado o excelente CD de estréia “Inside the Eyes” com a banda. Também gravou e participou da turnê do álbum de Di’Anno ao lado de Aquiles.

Com essa formação, o Angra gravou “Rebirth”, que saiu em 2001 e foi muito bem recebido por todos, ganhando disco de ouro no Brasil 40 dias após o lançamento oficial. Seguiu-se uma extensa turnê e no ano seguinte, o grupo solta “Hunters and Prey”, um EP que traz, além de versões acústicas para “Rebirth” e “Heroes of Sand”, o cover “Mamma”, do Genesis e a faixa “Caça e Caçador”, a versão em português da faixa-título do álbum.

Ainda em 2002, chegou o primeiro ao vivo completo do Angra, “ Rebirth World Tour Live In São Paulo” . Gravado no Via Funchal, em 15 de Dezembro de 2001, o álbum, duplo, foi mixado por Dennis Ward - que produziu “Rebirth” - e saiu também em versão em DVD.

“Temple Of Shadows” foi lançado dois anos depois O disco contou com novamente com a produção de Dennis Ward e com as participações especiais de nomes como Milton Nascimento, Kai Hansen, Sabine Edelsbacher (Edenbridge), Hansi Kürsch (Blind Guardian), entre outros. No mesmo ano Kiko Loureiro anunciou um disco solo intitulado “No Gravity”, que chegou às lojas em 2005. O disco reúne 13 faixas instrumentais, passeando por um repertório que vai do Heavy Metal ao Jazz.

Em 2006, em mais uma empreitada solo, o guitarrista lançou o também instrumental “Universo Inverso”, mais ou menos no mesmo período em que os projetos-solo de Edu Falaschi (Almah) e de Aquiles Priester e Felipe Andreoli (Freakeys) ganharam a luz do dia, com álbuns auto-intitulados. De quebra, o ano vem com mais uma surpresa: o Angra se reúne em estúdio para dar origem a um disco de inéditas.

“Aurora Consurgens”, o sétimo ‘full lenght’ da carreira do conjunto, foi precedido do ‘single’ “The Course of Nature”, lançado apenas em formato digital. Para divulgar o trabalho, que comemora os 15 anos de carreira, o Angra promete realizar uma série de shows tanto no Brasil quanto no exterior em 2007, quando também deve colocar no mercado um novo EP.

" MARILYN MANSON "


Excêntrico? Atormentado? Marketeiro? O Anti-Cristo em pessoa? Muitos são os adjetivos que classificam Marilyn Manson, porém todos concordam em um ponto: Ele sabe como impressionar e causar polêmica.

Brian Hugh Warner (seu verdadeiro nome), nasceu em Ohio, no dia 5 de Janeiro de 1969. Teve uma formação católica, tradicional e sua infância foi muito perturbada. Estudou Jornalismo e começou a trabalhar na revista 25th Parallel, onde entrevistava bandas.

Nessa época, já havia adotado a alcunha de Marilyn Mason (junção dos nomes da sex-symbol Marilyn Monroe com o do serial killer, Charles Manson) e era muito influenciado por grupos como Kiss, Black Sabbath, Alice Cooper, AC/DC. Numa de suas reportagens, conheceu Trent Reznor do Nine Inch Nails e este o convidaria mais tarde para abrirem um show dele. O Marilyn Manson and the Spooky Kids tinha a seguinte formação: Brian Tutunick (Olivia Newton-Bundy) no baixo, Perry (Zsa Zsa Speck) no teclado, Scott Putesky (Daisy Berkowitz) na guitarra e uma bateria eletrônica.

Começaram a se apresentar em pequenos lugares, já mostrando a que tinham vindo: além das roupas e maquiagens bizarras, usavam garotas nuas banhadas em sangue e crucifixos invertidos para "decorar" o palco.

O baterista Freddy Streithurst (Sara Lee Lucas) se junta aos Spooky Kids e eles assinam com a Nothing Records, selo de propriedade de Reznor. O álbum de estréia "Portrait of an American Family", veio em 1994 e logo saíram em uma excursão junto ao Nine Inch Nails.

De volta pra casa, o batera Sara Lee Lucas deixa o grupo e Kenny Wilson (Ginger Fish) assume as baquetas. Era hora do segundo álbum. Eis que no ano seguinte é lançado "Smells Like Children". Um cover do Eurythmics, a faixa "Sweet Dreams", tornou a banda bastante conhecida na cena musical (inclusive com clip na MTV).

Mas foi só no terceiro álbum que Marilyn Manson se consagrou no mundo todo. Ainda durante as gravações, Daisy foi substituído por Zim Zum e, em 1996, "Antichrist Superstar" entra nas primeiras posições das paradas.

Os shows eram cada vez mais requisitados e cada vez mais insanos. O Reverendo Marilyn Manson, como já era conhecido, rasgava Bíblias no palco, limpava-se com a bandeira americana, cortava o próprio corpo com lâminas e ainda fazia questão de destruir por completo todos os camarins. Muitos prefeitos tentavam proibir os shows de Manson em suas cidades, o que só servia para aumentar a fama do vocalista.

A faixa "The Beautiful People" foi executada incessantemente e ganhou um clip tão bem produzido quanto bizarro. O próximo passo foi a publicação de um livro de memórias, intitulado "The Long Hard Road out of Hell", que foi muito bem sucedido.

Já em 1998, o guitarrista, John Lowery entra no lugar de Zim Zum e o quarto álbum, "Mechanical Animals", chega ao mercado. Manson surpreende a todos com um novo visual, meio andrógeno e mais colorido que o anterior. O disco foi bem recebido e o destaque desta vez foi "The Dope Show".

A banda, que já havia participado da trilha sonora do filme "Spawn" em 1997, repetia a dose em "Matrix" e "Detroit Rock City", dois anos depois e em "The Blair Witch" em 2000. No mesmo ano, é lançado "Holy Wood (In the Shadow of the Valley of Death)", o novo álbum de estúdio que não causou grande impacto, mas agradou os fãs.

Após um tempo sumido da mídia, Manson volta com força total em 2003 com "The Golden Age of Grotesque". Pesado e agressivo, o álbum mistura elementos de "Antichrist Superstar" em faixas como "Doll-Dagga Buzz-Buzz Ziggety-Zag " e "Slutgarden", e de "Mechanical Animals" como em "Spade" e "Para-Noir". O destaque ficou para o criativo vídeo de "mOBSCENE" e para o 'cover' "Tainted Love", do Soft Cell, que ganhou uma cara totalmente nova.

O resultado final é um grande disco capaz de causar bastante repercussão pela música em si e não só pelas extravagâncias do Reverendo.